"Eu sou cobra criada na caatinga"
Já conheço as tocas do caminho
Meu alforge é carregado de oração
Aprendi a ser valente com Lampião
Mas a minha arma de fogo é a fé
Acredito em Jesus de Nazaré
E na força do povo do sertão
Site dedicado ao Portfolio fotográfico de Danilo Pereira, jovem fotografo do sertão alagoano que trabalha principalmente com eventos e por hobby gosta de captar imagens do cotidiano nordestino.
O Vaqueiro do Sertão Nordestino
O Vaqueiro do Sertão Nordestino, região de clima semi-árido e que tem como vegetação a caatinga, enfrenta sérios desafios na lida com o gado, sendo para isso o uso de indumentária própria feita de couro, composta por Perneira (calça), Gibão (Jaqueta), Chepéu, Peitoral (Avental), Luvas e Botas.
O Vaqueiro pode cuidar do seu próprio rebanho, porém o mais comum, é que o mesmo seja empregado de uma fazenda onde vive como "morador". O mesmo tem como pagamento do seu trabalho um salário específico ou "tirar a sorte" na produção, onde, de forma previamente acertada com o fazendeiro, um percentual dos filhotes que nascerem, serão propriedade do vaqueiro; por exemplo: a cada quatro filhotes um é propriedade do vaqueiro, podendo este, criar, vender trocar ou fazer qualquer outro negócio com a sua produção. A cada ano o gado é separado, contado e tirado o que cabe para uma das partes. Este evento é conhecido popularmente como "Festa de apartação".
Uma das características do Vaqueiro é que, além de ser um homem muito trabalhador, também tem que ser um homem destemido na luta com os animais. Muitas vezes, para arrebanhar o gado, é necessário amarrar a rês desgarrada ou prender algum dos animais que estejam postos à venda, sendo necessário, para isto, a "pega do boi na caatinga" utilizando apenas o cavalo e usando a indumentária acima citada. Estando montado a cavalo, ao encontrar a rês desgarrada, corre atrás desta por entre a vegetação da caatinga e puxando o boi pelo rabo (cauda) o derruba ao solo e rapidamente o amarra. Após "arreiar o boi" (por arreios) com uma careta (peça feita de couro colocada na frente a cabeça da rês para só permitir que a mesma enxergue com a visão lateral), uma peia (amarrar uma corda unindo uma pata dianteira à pata traseira do mesmo lado impedindo passadas largas) e colocando um cambão (tora comprida de madeira medindo apraximadamente 1,5m de comprimento e 15cm de diâmetro que, ao ser amarrada no pescoço se posiciona entre as patas dianteiras) impedindo que o boi possa correr e o leva para o curral da fazenda. Esta prática expõe os vaqueiros a muitos acidentes na lida com o gado. Da "Pega de boi na caatinga" é que se originou o Esporte Vaqueijada ou Vaquejada, onde hoje, não só os vaqueiros propriamente ditos, como também vaqueiros esportistas o praticam em arenas apropriadas.
O termo Vaqueijada originária da referência ao Vaqueiro, na nossa opinião dever ser escrito Vaqueijada, porém provavelmente devido a vícios de linguagens da população do Nordeste do Brasil que criam os Dialetos Nordestinos o termo escrito Vaquejada é encontrado com muita frequência.
Piranhas é um município que fica localizado no oeste de Alagoas. Sua população é de 21.716 habitantes e sua área é de 409,1 km² (53,23 h/km²).
Limita ao norte com o município de Inhapi, ao sul com o estado de Sergipe, a leste com os municípios de São José da Tapera e Pão de Açúcar, a oeste com o município de Olho d'Água do Casado e a nordeste com o município de Senador Rui Palmeira.
Piranhas ficou nacionalmente conhecida por ser a cidade onde a cabeça de Lampião, e outros do seu bando, ficaram expostos após decapitação. Em Piranhas também foi rodado o filme Baile perfumado, com o mesmo tema do Cangaço. No museu da cidade pode ainda ser visto várias fotos do bandido Lampião. Inclusive a famosa foto que mostra o empilhamento das cabeças na escadaria da prefeitura do município. Neste mesmo museu trabalha hoje, como auxiliar, um dos policiais que, na época, mataram Lampião e seu bando.
O município ainda é banhado pelo majestoso Rio São Francisco. Piranhas foi reconhecida como patrimonio histórico nacional, pelo IPHAN. Dentre as festas que mais se destacam na cidade estão o carnaval, que se realiza no centro historico. O forrogaço no bairro Xingó, que se realiza no inicio de junho, comemorando o aniversário da cidade e antecipação das festas juninas.
Cidade razoavelmente calma, com bom desempenho turístico, mas com uma econômia muito fraca e totalmente dependente do recebimento de royalties, provenientes da Chesf.
